Quando o
universo conspira não há força que resista
O tema é relevante e faltava encontrar caixa de
ressonância institucional que o avalizasse, e, isto porque o PSDB apesar de
querer o impeachment se tornou fiel da balança com a desmoralização de parte do
PMDB levado na esteira na operação lava jato.
A encomenda do estudo por si só já é relevante para
indicar que existiria a mudança de comportamento de resiliência a
permeabilidade da classe política desde que fosse situação de viés inquestionável
e incontornável, conforme se apresentou.
Ou seja, quando esta mudança de atitude revela a
perda de força em favor da manutenção do regime, o povo pode voltar a contar
com a sua força própria para o restante do universo conspirar em seu favor.
No dia de ontem, parcela significativa da classe política
se envolvia com os imbróglios da contra informação como forma de jogar fumaça
nas esperanças justas e fundadas de mudança de regime ante a desconfiança de
forma incontornável instalada.
Houve no Senado quem defende-se estar o impeachment
atrelado a vínculo de natureza de cometimento de fato tipicamente criminoso, o
que não é o caso e somente revela o interesse em desinformar, mas ao mesmo
tempo a preocupação em levar em engodo, desinformando.
Ou seja, se existe a preocupação em dizer que o único
motivo hábil ao impeachment é o cometimento de crime por parte de Senadora que
exerce a Presidência do Senado em substituição, é que existe a preocupação em não
revelar que basta ao processamento de impeachment o cometimento ou omissão de
fato público que descredibilize o governo de incontornável perante a população
em sua maioria.
O fundamento desta descrença ser relevante ao
processamento de impeachment não é a mera descrença, porque desta todos os
governos são obrigados a conviver em maiores ou menores níveis, mas o que torna
este procedimento diverso do regime comum é o fato de que a população deixa de
ter nas instituições confiança de seus destinos e atribui o mesmo peso de reles
ladrões a vala comum de bons e maus procedimentos públicos.
Os procedimentos públicos existentes, em razão da
confiança e recursos populares, são mera administração da vontade popular, e são
divididos em graus de necessidade e de confiança, nos mais altos graus de
necessidade, como segurança, saúde e educação não é possível aferir com precisão
o índice de confiança, porque nunca da forma como hoje se encontra a sociedade
administrada se chegaria a bom resultado, nem seria justo, a não ser que
mudanças de procedimentos e investimentos em favor de tais conceitos fossem
adotadas.
Quero observar que não estou aqui fazendo discurso
em desfavor destes investimentos, antes do contrário, existem políticas sérias
que devem servir de modelo e experiência, e, existem políticas que precisam
urgentemente de nova forma de condução nestes eixos fundamentais, saúde,
segurança e educação, mais adiante, quando oportuno, discorrerei sobre o tema,
não é o enfoque de momento.
Voltando ao tema, o que releva a necessidade de
procedimento de impeachment é quando se detecta na população em geral, o
dissabor de ser e estar na condição de brasileiro, uma menos valia em relação
ao contexto externo, como se fosse normal viver a margem do contexto das demais
instituições sérias e que dão certo e que o País nunca viverá realidade
diversa, atribuindo culpa até no descobrimento de tal fato.
Este senso comum equivocado, verdadeiro arquétipo do
mal, somente serve ao domínio das instituições que sistematicamente se servem
do poder, e nele se mantém como vermes que se instalam no corpo do hospedeiro e
não mais vivem senão por intermédio da vida que detém o verdadeiro ânima (sopro
divino da vida) que muda o ciclo das vidas.
Este ânima, não se iludam existe e é individual, e,
no coletivo representa o condão e viés que deram a conduta e a batuta que se
sucederam na história da rés pública, como sendo rés – coisa e pública a todos
pertence, e, por isto não pode nem servirá de uso privado enquanto sobreviverem
vozes que alertem do contrário.
Em resumo não há motivo para desânimo, agora começam
as instituições a perceber que o movimento que pretende e conseguirá mudança de
regime veio para ficar e somente cederá no momento em que nova realidade em seu
favor se estabeleça, FORÇA, FÉ e FOCO!!!
Anexo notícia da encomenda
de estudo de impeachment do msn de hoje:
Solidariedade anuncia
encomenda de estudos sobre impeachment
Estadão
Andreza
Matais e João Villaverde9 horas atrás
© Richard Carson/Divulgação
BRASÍLIA
- O presidente do Solidariedade (SD), deputado Paulinho da Força (SP), afirmou
que o partido irá encomendar com juristas estudos para basear um pedido de
impeachment da presidente Dilma Rousseff por ela ter autorizado a compra da
refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O negócio, revelado pelo Estado,
provocou prejuízo de US$ 792 milhões para a Petrobrás e, segundo delatores do
esquema de corrupção na Operação Lava Jato, foi aprovado mediante pagamento de
propina a executivos da petroleira.
"O
Solidariedade está consultando advogados sobre o impeachment da presidente
Dilma. Falamos hoje com alguns e amanhã teremos outras conversas", afirmou
Paulinho. "Ela era presidente do conselho de administração da Petrobrás
quando Pasadena foi comprada", complementou. Um dos juristas que serão
procurados pelo partido é Ives Gandra que já elaborou um parecer sobre um
pedido de impeachment por improbidade administrativa.
Lideranças
do SD almoçaram nesta quarta-feira, 4, com o presidente da Câmara, deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e deixaram o encontro defendendo a proposta de um
pedido de cassação do mandato da petista. Cunha esta entre os políticos citados
na lista da procuradoria da República enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF)
que devem ser investigados por suposto envolvimento no esquema de corrupção na
Petrobrás. O PMDB no Congresso tem retaliado o governo após a divulgação de que
Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), serão investigados.
Conforme relatos, um dos presentes afirmou que "se for preciso cassar até
o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para que a presidente Dilma deixe o
governo seria válido." Todos teriam rido da brincadeira.
A
presidente Dilma era ministra da Casa Civil no governo Luiz Inácio Lula da
Silva quando presidiu o conselho de administração da Petrobrás. No ano passado,
em nota ao Estado, Dilma afirmou que só votou a favor da compra da
refinaria de Pasadena porque o então diretor da área internacional da Petrobrás
Nestor Cerveró enviou aos conselheiros um resumo "técnico e falho"
que omitia cláusulas contratuais que se mostraram prejudiciais à Petrobrás. Na
nota, a presidente disse que se tivesse conhecimento dessas cláusuas não teria
aprovado a compra da refinaria. Como presidente do conselho, contudo, Dilma
poderia ter acesso a todos os detalhes da compra da empresa se tivesse
solicitado.
A
declaração da presidente ao Estado provocou a abertura de duas CPIs no
Congresso no ano passado para investigar a Petrobrás que terminaram sem
qualquer conclusão. Cerveró esta preso acusado de operar um esquema de
corrupção na diretoria da área interncional da petroleira. O ex-diretor de
serviços da Petrobrás Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Lava Jato, já
admitiu ter recebido US$ 1,5 milhão de propina para não de opor à compra de uma
refinaria considerada obsoleta. Em artigo, o jurista Ives Granda já afirmou:
"Como a própria presidente da República declarou que, se tivesse melhores
informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da refinaria
de Pasadena (nos Estados Unidos), à evidência, restou demonstrada ou omissão,
ou imperícia ou imprudência ou negligência, ao avaliar o negócio."
O
Tribunal de Contas da União (TCU) analisa se a presidente Dilma e os demais
conselheiros à época serão punidos por terem dado o aval para a compra da
refinaria, sem o qual o negócio não teria sido fechado.
Brasil,
05 de março de 2015

53040C
HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO
OAB SC 7487 DF 36606 OAPT

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